Como se forma o tártaro nos dentes?
Tudo começa com uma mistura de proteínas e outros componentes da saliva que se depositam sobre a superfície do dente. Com o tempo, forma-se uma camada viscosa, chamada película adquirida, sobretudo na região de encontro do dente com a gengiva. Presentes naturalmente na boca, bactérias logo grudam nessa película. À medida que vão se alimentando dos restos de comida, essas bactérias se multiplicam, formando a placa bacteriana.
Se o dente for bem escovado, a placa é removida e você nem precisa se preocupar com o passo seguinte. Porém, com 12 horas sem escovação, os ácidos gerados pelas bactérias já desgastam elementos do esmalte do dente, entre eles o fosfato. Esse fosfato reage com íons de cálcio presentes em alguns alimentos. Essa reação resulta em cristais de fosfato de cálcio, que vão colando sobre o dente, junto com outros minerais.
Com o passar do tempo, esses minerais vão se acumulando uns sobre os outros e eis o tártaro, todo amarelão. Embora não seja nocivo por si só, o acúmulo excessivo do tártaro acaba pressionando e irritando a gengiva, que fica mais vulnerável a gengivites e outras doenças.
A esta altura, o tártaro é uma estrutura tão rígida que tentar removê-lo na base do escova-escova é totalmente inútil. Então a única solução é ir até o dentista para fazer uma raspagem supragengival ou subgengival (conhecido como limpeza).
Recomenda-se que o paciente consulte o dentista a cada seis meses se mantiver os hábitos de escovação adequados e sempre que houver qualquer dor ou notar algo anormal acontecendo.
(Fonte: SuperInteressante e Associação Brasileira de Odontologia)
CMO – Centro Médico e Odontológico



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