Cuidado: Energético
A maioria ignora, mas o rótulo avisa: energéticos não devem ser tomados junto com bebidas alcoólicas. Criados para serem consumidos puros antes de atividades físicas, eles acabaram fugindo do objetivo inicial e caíram no gosto dos festeiros como companhia para whisky e vodca.
A composição é uma espécie de bomba enlatada. Um dos ingredientes, a cafeína, pode aparecer com até 35 mg a cada 100 ml. E o que acontece no corpo? Os efeitos estão relacionados com a quantidade, claro: doses de até 2 mg por quilo corporal provocam estado de vigília, diminuição da sonolência, alívio da fadiga e aumento da respiração, da frequência cardíaca, da produção de urina e do metabolismo. Já altas dosagens, como de 15 mg por quilo, podem gerar nervosismo, insônia, tremores e desidratação.
Além disso, estudos relatam que o combo de taurina e cafeína de que são feitas essas bebidas causa aumento do trabalho cardíaco.
E o excesso cobra seu preço. A cafeína instiga o sistema nervoso a liberar hormônios estimulantes, como adrenalina e noradrenalina. Algo preocupante, pois essa dupla propicia o aumento da frequência cardíaca e o estreitamento dos vasos sanguíneos, fazendo a pressão decolar. Em sujeitos com problemas prévios nas artérias – muitas vezes silenciosos -, o efeito eventualmente serve como estopim para um infarto ou derrame.
Esses hormônios excitantes ainda são capazes de fazer o coração bater em ritmo pra lá de apressado, quadro conhecido como arritmia. “Quando há um histórico de doença cardíaca, a aceleração pode ser fatal”, avisa Daniel Daher, presidente do Grupo de Estudos em Cardiologia do Esporte da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia; Saúde Abril e Revista Galileu.



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